A calvície masculina, também chamada de alopecia androgenética, é uma condição comum que afeta grande parte dos homens ao longo da vida e pode começar ainda na juventude. Caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios e pela redução da densidade capilar, especialmente na região frontal e no topo da cabeça, a condição tem forte impacto na autoestima e no bem-estar emocional.
Segundo a dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, profissional com mais de 20 anos de experiência, a principal causa da calvície masculina está relacionada a fatores genéticos e hormonais. “A alopecia androgenética ocorre devido à sensibilidade dos folículos capilares ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), que provoca o enfraquecimento gradual dos fios até sua miniaturização”, explica a especialista.

Além da genética, outros fatores podem contribuir para a queda de cabelo ou agravar o quadro, como estresse crônico, alterações hormonais, alimentação inadequada, distúrbios do sono, uso de anabolizantes, tabagismo e algumas doenças do couro cabeludo. “Por isso, é fundamental investigar o histórico do paciente e entender o contexto geral de saúde antes de definir qualquer tratamento”, ressalta a médica.
Tratamentos disponíveis e abordagem personalizada
De acordo com a Dra. Sabrina, atualmente existem diversas opções eficazes para tratar a calvície masculina, desde que indicadas de forma individualizada. Entre elas estão medicamentos tópicos e orais que ajudam a interromper a progressão da queda, terapias injetáveis, tecnologias que estimulam o crescimento capilar e procedimentos que melhoram a saúde do couro cabeludo.
“O tratamento ideal depende do estágio da calvície, da idade do paciente e das causas associadas. Costumo utilizar protocolos próprios para cada caso. Quanto mais cedo o acompanhamento dermatológico começa, maiores são as chances de preservar os fios existentes e estimular o crescimento”, afirma. Em alguns casos, quando há indicação, o transplante capilar pode ser considerado, sempre como parte de um plano global de cuidado e não como solução isolada.
Cuidados diários fazem diferença
Além dos tratamentos médicos, a especialista reforça que alguns cuidados diários são essenciais para manter a saúde capilar. Higienizar corretamente o couro cabeludo, evitar produtos inadequados, controlar o estresse, manter uma alimentação equilibrada e não negligenciar sinais como queda excessiva, afinamento dos fios ou aumento da oleosidade são atitudes que fazem a diferença a longo prazo.
“A calvície não deve ser tratada como algo inevitável ou sem solução. Hoje, com informação, diagnóstico preciso e acompanhamento especializado, é possível controlar a queda e melhorar significativamente a qualidade e a densidade dos cabelos”, conclui a Dra. Sabrina Leite.
Sobre a Dra. Sabrina Leite
Médica com mais de 20 anos de formação e sólida trajetória na área da saúde. Atualmente dedica-se à Dermatologia e Cosmiatria. Pós-graduada pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD), alia conhecimento técnico e rigor científico a uma visão estética refinada, priorizando resultados naturais, seguros e harmoniosos. Além do mais, atuou por mais de uma década na Oftalmologia, com especialização em Doenças Externas Oculares e Córnea pela UNIFESP.

